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Uma reflexão sobre a mente humana e a natureza

Você já parou para observar o clima de sua cidade? Está calor ou está frio? Em qual das 4 estações estamos, primavera, verão, outono ou inverno? Saímos de casa com blusa de frio, roupa de calor por baixo e levamos na bolsa o guarda-chuva, vivemos as 4 estações em um só dia. Não é necessário observar muito para constatar que o clima está desregulado. Não é preciso ir ao pólo norte e assistir ao derretimento das geleiras para perceber que estamos vivendo o aquecimento global. Mas, quem será o culpado por tudo isso? O homem e seus atos irrefletidos frente ao meio ambiente são a grande causa de tal mudança?

Você já parou para observar o clima de sua cidade? Está calor ou está frio? Em qual das 4 estações estamos, primavera, verão, outono ou inverno? Saímos de casa com blusa de frio, roupa de calor por baixo e levamos na bolsa o guarda-chuva, vivemos as 4 estações em um só dia. Não é necessário observar muito para constatar que o clima está desregulado. Não é preciso ir ao pólo norte e assistir ao derretimento das geleiras para perceber que estamos vivendo o aquecimento global. Mas, quem será o culpado por tudo isso? O homem e seus atos irrefletidos frente ao meio ambiente são a grande causa de tal mudança?

Vamos continuar observando, mas não só o momento presente. Peguemos como exemplo os dinossauros, viveram sob a terra por durante centenas de anos e foram extintos por um fenômeno natural que comprometeu sua sobrevivência. Os dinossauros poluíram o meio ambiente e por isso sofreram a punição por seus atos?

A natureza está sempre em movimento e em busca de renovação. Ela não desperdiça energia, é sábia, faz o que precisa ser feito doa a quem doer. Por isso assim como o evento da extinção dos dinossauros, o aquecimento global, os terremotos, os maremotos também são mecanismos de renovação do planeta. O que ocorre é que o homem acelera ou retarda esse processo por meio de suas atitudes, mas está longe de seu poder comandar as ações naturais.

Mas quem controla, gerencia, administra todos esses movimentos? Existem seres especiais, co-criadores, como cristos galácticos, planetários, que são nomeados somente para cuidar dos planetas, da manutenção do clima e da vibração planetária, dando continuidade nos ciclos de renovação e movimento.

Assim como esses seres administram o planeta, nós somos administradores de nosso universo, isto é, nosso corpo e a nossa mente, onde estão nossos pensamentos, sentimentos, e experiências já vividas, tudo fica registrado.

Mas como estamos cuidando de nosso corpo? E da nossa mente então? Será que administramos devidamente nossa mente? Como ela está? Você já observou também que o caos do clima, acontece em menor escala dentro de nossa mente?

Vivemos maremotos, terremotos mentais, hora estamos bem, daqui a pouco já estamos irritados e depois depressivos, ou então com raiva, é uma maré inconstante.

Nos artigos anteriores você deve ter aprendido sobre os pensamentos, que ficam armazenados em nossa mente, organizados por associação, de acordo com a natureza dos meus pensamentos, raiva, mágoa, desorganização, tristeza, ou então alegria, disposição, criatividade crio meu clima mental. Quem observa bem, com um pouco mais de sensibilidade e percepção pode perceber o clima pessoal das pessoas, é como um hálito mental.

A soma dos climas mentais de cada individuo, onde sintonia e vibração semelhantes se unem, compõem o clima mental do planeta. Vamos dar um exemplo: se eu tenho inveja com uma intensidade “10”, a minha vizinha tem inveja com uma intensidade “2” e a gente se encontra para conversar sobre o “carro novo” da outra vizinha, a nossa inveja pode se potencializar, onde quem tinha “10”, agora tem “12” e quem tinha “2” pode sentir “5”. Vamos imaginar essa inveja se conectando com todo o bairro, cidade, estado, país e assim por diante. Por isso que o caos é generalizado, isso se dá em todas as emoções e sentimentos, o stress, a ganância, o egoísmo, assim como o amor, a fraternidade, a paz!

Os seres humanos estão vivendo o caos mental, com foco no dinheiro, no prazer, cada vez mais mergulhados na omissão, no comodismo e na busca do melhor para si mesmo. E isso resulta no clima mental da terra. Juntando com o barulho, a poluição, os desmatamentos, o planeta fica sobrecarregado.

Mas felizmente a Terra não está solta à deriva da vontade dos homens e de sua ignorância, ao contrário do que pensamos. Tudo está sob controle na natureza. Você já observou como o clima fica mais leve depois de uma forte chuva ou de uma ventania? Os fenômenos naturais também são formas de descarregar o clima do planeta, de acalmar os ânimos, assim como as crises pessoais que todos nós passamos nos levam ao extremo para depois ganhar mais força para continuar a vida e fazer mudanças em nós mesmos. Por isso quanto mais pessoas vibrarem paz e sabedoria mais esses sentimentos definirão o clima do planeta. O que nós não nos damos conta é que somos nós, seres humanos que estamos em caos, nossa mente está sem comando. O planeta vai bem, ele se renova e continua caminhando, mas nós ficamos estagnados. Nossa mente precisa ser saneada assim como a chuva faz com a Terra e nós somos responsáveis por fazê-lo.

A mente é nossa verdadeira filha, devemos comandá-la e temos que iniciar isso hoje. E para sair do caos e voltar para o caminho do autoconhecimento existem sim alguns mecanismos, como a meditação, que consiste em um trabalho árduo na busca pelo autoconhecimento. O Dr. Paulo Zabeu sistematizou esse processo em algumas etapas:

1º Etapa- Varredura Mental

É o momento de fazer o levantamento situacional através da Observação, um mapeamento mental. Observe sua mente e os seus pensamentos, sem interferência direta sua. Deixe rolar e observe o que está solto, tome conhecimento do seu estado mental, observe suas pendências e incomodações, elas vão saltar sozinhas a flor da consciência. Aprenda a diferenciar você e os seus pensamentos. O querer dos seus condicionamentos milenares. Descubra que vários pensamentos não são seus e você pode se desfazer deles com muita facilidade, apenas dê a ordem. Como se estivesse varrendo sua casa e jogando o lixo fora.

2º Etapa- Organização focada

 É a hora de colocar tudo no lugar, a hora da faxina. Através do foco com reflexão, alinhar os pensamentos soltos, como se estivesse colocando-os em pastas de documentos e afins ou guardando as roupas nas gavetas, camiseta com camiseta, calça com calça e assim por diante. Forme blocos de afinidades e deixe sua mente mais clean e organizada. Os pensamentos que não pertencerem a você jogue-os fora através da força do querer ou neutralize. Você irá aprender a lidar com os seus pensamentos e descobrir como educar a sua mente. Não brigue com ela ou exija coisas. É preciso tempo, paciência e muita disciplina para alterar condicionamentos e construir novos blocos mentais.

3º Etapa - Impessoalidade

 É o momento de analisar e refletir sobre as ações e situações que nos incomodam. No princípio escolha uma única situação, procure manter sua atenção nela o máximo de tempo possível. Não se preocupe se outros pensamentos e situações começarem a tirar o seu foco, com o tempo de prática você conseguirá focar-se e trabalhar cada coisa de uma vez, com começo, meio e fim. Não tenha pressa e continue. É o exercício de mergulhar na mente e se abstrair dela que trará para nós a capacidade da impessoalidade. Na impessoalidade devemos analisar e refletir sem envolvimento emocional, como se estivesse vendo de fora do problema, como se fossemos outra pessoa e verificar os excessos e as faltas, onde ocorreu o erro, se exagerei ou não tomei a atitude necessária. Essa etapa nos permite quebrar condicionamentos e encontrar novas soluções para os problemas. Nossa referência será sempre: o que é bom para o todo, é bom para mim. Vamos aprender a abrir mão das vontades e desejos puramente pessoais para fazer o que tem que ser feito e com isso ampliar nossa visão de vida e do universo. Após tomar atitude interna e decidir o que tem que ser feito, devemos agir ou buscar dentro do possível corrigir o que já foi. Sempre com dignidade.

Existem outras duas etapas que são a neutralidade e a vacuidade, mas vamos falar delas mais para frente. Os exemplos da natureza estão a nossa volta, se o homem não tivesse ninguém que o educasse a natureza seria capaz de fazê-lo através de seus exemplos. Basta observar e refletir sobre ela.

Preciso entender minha mente e condicionamentos. Por exemplo, escovar os dentes, tomar banho, atividades de rotina que de acordo com a forma que eu faço pode me gerar um condicionamento. Quando reflito e reinvento a forma de fazer coisas rotineiras quebro o condicionamento. E aos poucos vou diminuindo a resistência frente à renovação. Devo rever tudo que falo e que faço: reflexão. Quando somos crianças, temos a curiosidade e buscamos o novo o tempo todo, quando cresço vou me acomodando. Nós devemos buscar nossa reinvenção.


Campinas 21 de junho de 2009.


Artigo escrito por

Mariana Ferreira Martines - Pedagoga
Professora de Yoga Natural e Secretária Voluntária da Área de Gestão do Autoconhecimento