O Pensamento Coletivo
O estudo dos nossos pensamentos é fundamental no caminho do autoconhecimento. Estudá-los implica na observação e avaliação dos mesmos, 24 horas por dia.
Nossos pensamentos se organizam pela lei da associação. Jung, um dos precursores da psicologia, fez vários estudos para demonstrar que os nossos pensamentos seguem a lei da associação, uma lei da natureza onde tudo que se assemelha se atrai e permanece junto. Portanto, observando as associações dos nossos pensamentos podemos conhecer e também concluir coisas importantes sobre nós mesmos. Para começarmos a entender essa lei é muito fácil, basta exercitar a observação, vamos ver: vamos lembrar agora de uma situação agradável da nossa infância, e vamos observar o que acontecerá em nossa mente. Podemos perceber que várias outras lembranças vieram até nós? Isso ocorre porque uma lembrança traz outra, que traz outra e assim por diante; é a lei da associação. Outro bom exercício é lembrarmos-nos de um perfume ou música de nossa adolescência e como conseqüência de nossa lembrança outros fatos virão a nossa memória por associação.
Todos nós emanamos os nossos pensamentos através do éter, entendemos éter como o espaço por onde as vibrações dos pensamentos, ondas de rádio, telefone, televisão navegam pelo planeta Terra. O éter abrange varias dimensões e integra o visível e o invisível. O invisível é o mundo de matéria mais sutil, portanto não o enxergamos com os cinco sentidos, é onde habitam espíritos ou seres desencarnados.
Da mesma forma que pensamos no mundo visível, os seres desencarnados pensam no mundo invisível. Vamos refletir juntos, se cada um de nós possui em média 70.000 pensamentos por dia e nossos pensamentos viajam pelo éter, somos no nosso planeta, aproximadamente 6.300.000.000 de habitantes, quantos pensamentos viajam pelo éter do nosso planeta? Agora vamos somar os seres do invisível, que também vibram pensamentos no éter 24 horas por dia. Só tem um detalhe, para cada ser encarnado, são vários desencarnados. Ufa! Ajam pensamentos.
Agora vamos aplicar a lei da associação entre os pensamentos emanados, por todos esses seres pensantes que habitam nosso planeta. O que ocorre é que os pensamentos emanados vão se associando de acordo com a sua vibração, ou seja, a qualidade de seu conteúdo. Pensamentos de amor, paz, prosperidade, fraternidade unem-se, formando uma onda de esperança para toda a humanidade. Da mesma forma, pensamentos de insegurança, medo, ansiedade, ambição, vaidade, destruição, inveja e ciúmes, entre outros, formam nuvens escuras de insegurança, instabilidade e destruição.
Assim como na televisão sintonizamos o canal cujo programa de nossa preferência, também o é para outros milhares de telespectadores; os pensamentos se associam por identidade ou semelhança. Essa teia de pensamentos, formando uma network invisível chamamo-la de: pensamentos coletivos.
Os pensamentos coletivos têm uma influencia significativa em nossas vidas. Quando temos um pensamento de raiva, por exemplo, nossa raiva ampliará quando nossos pensamentos se associam a uma onda de vibração de raiva coletiva. Assim como as gotas de chuva que caem de uma nuvem de tempestade escura, nossos pensamentos se conectam a nuvens escuras formadas por milhões de pensamentos negativos. Se não identificarmos esse processo físico/mental incorporaremos à nossa mente vibrações e problemas que não criamos diretamente, portanto não nos pertencem. Vamos fazer uma comparação, assim como a brasa de um pequeno palito de fósforo pode iniciar um incêndio numa mata seca, nossos pensamentos soltos e mal dirigidos podem nos unir a uma nuvem de pensamentos densos e incertos e as conseqüências podem ser similares ao do grande incêndio.
O que fará com que eu permaneça conectado ou não a essa nuvem será a intensidade e o tempo que irei alimentar os meus pensamentos, mantendo-os conectados. Mas o que mantém os meus pensamentos conectados? O meu nível de suscetibilidade, melindres, enfim, minha imaturidade diante da vida, pessimismo, insegurança, medo de viver. Romperei essa conexão na medida em que mudar minha postura diante da vida.
Agir com maturidade, responsabilidade e assumir os efeitos de minhas ações com coragem, sejam eles negativos ou positivos. Mudar meus ambientes para melhor, reavaliar minhas companhias, eliminar a ociosidade. Limpar o meu guarda roupa de coisas velhas e antigas que não uso mais. Dar mais ouvidos aos recados da natureza, observando, refletindo para eliminar a impulsividade e a minha omissão. Buscar o trabalho voluntário onde poderei dar um pouco de mim aos outros. Simplificar minha vida em tudo, sem se importar com as críticas da torcida. Assim agindo, aprenderei a decidir meu próprio caminho, tomarei atitudes por mim mesmo, construirei meu próprio destino, encontrando minha liberdade de ser o que sempre sonhei: um ser livre. Mas lembre-se não faça nada sem planejamento, e saiba esperar que os resultados positivos jamais deixam de vir.
Outra questão a levar em consideração, é o fato de que o nosso planeta está passando uma conturbação, percebemos que passamos por uma convulsão social. É um momento de renovar. Estamos num período de transformação das nossas estruturas e fundamentos dos nossos sistemas sociais incluindo a educação, a saúde, a economia, as indústrias, a energia, as religiões, o sistema financeiro, enfim a humanidade está em crise. Esses fatos ocorrem nos momentos em que os velhos padrões estão desgastados e novos surgirão, precisamos estar preparados para eles.
Nos momentos de transformação existem seres que mentalizam pensamentos de paz, amor, união para o planeta Terra e para a Humanidade. Passam horas em meditação profunda construindo através de suas emanações de amor e de luz, e são como a água no deserto para os homens de bem. Há, em contra partida, seres que mentalizam a guerra, a destruição, a discórdia, confusão, brigas, a dependência e a escravidão dos homens, criando instabilidade e insegurança coletiva, arrastando as multidões.
O cruzamento de pensamentos desconexos existentes no éter é enorme, e os desavisados, mergulham nos pensamentos coletivos e perdem a sua referencia interna, se tornam uma folha solta ao vento; por onde as emoções coletivas vibrarem ele irá. Um bom exemplo de pensamento coletivo é uma torcida num campo de futebol que agi de acordo com suas emoções mais primitivas, sem reflexão qualquer, levando até a morte o seu rival, só porque ele é torcedor do outro time. Nesses episódios sociais, percebemos que ainda vivemos no mundo embrutecido, justificando nossas ações ainda primitivas, como nas guerras santas ou nas cruzadas.
Muitas vezes uma guerra se inicia nos pensamentos do seres da escuridão que vibram no éter e controlam nossos governantes e as multidões. Pela nossa ignorância do poder desses seres existentes no invisível, damos-nos ao luxo de levar a nossa vida descomprometida, achando que estamos ilesos à maldade, simplesmente vivendo o dia a dia. Doce ilusão. Fazemos parte de uma rede mental que sem observação, reflexão e muito trabalho, nossa mente fica fragilizada e sem controle, e um dia a casa cai, levada pelos ventos do descompromisso com a própria vida.
Portanto o autoconhecimento, saneando o que somos e o que não somos, o que queremos e não queremos para as nossas vidas, se torna um fator primordial para a reconstrução do ser. A hora é agora, lembrando que na terra de cego que tem um olho é rei, assumido é claro!
Campinas, 22 de fevereiro de 2009.
Artigo escrito por Paula Andréa S. Sousa Ramos - Psicóloga
Gestora Voluntária da Área de Gestão do Autoconhecimento e
voluntária da Fundação Bezerra de Menezes há 20 anos.
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